segunda-feira, 8 de junho de 2020

AS TEORIAS DE SUBSTITUIÇÃO E GENOCÍDIO (PARTE 2)

Porém quando os sapiens chegaram em terras novas muito desses lugares já eram ocupados por outros povos como neandertais, por exemplo. Mas o que houve com as outras espécies que habitavam a terra e como foi esse processo de desaparecimento? Existem duas teorias que tentam explicar esse processo a de miscigenação e de substituição.
- Teoria de miscigenação: Essa teoria busca justificar através da atração, sexo e miscigenação. Por exemplo: os Homo sapiens ao chegarem na Eurásia encontram os neandertais e com eles procriaram até que as populações se fundirem. Segundo essa teoria os chineses e coreanos seriam mistura de sapiens e Homo erectus. Ainda hoje teríamos as características genéticas desses grupos humanos. 
- Teoria de substituição: Essa teoria fala que uma procriação entre esses povos tão diferentes não seria possível, pois haveria uma incompatibilidade física, diferentes hábitos de acasalamento e odor corporal distintos. É como se o abismo genético fosse tão grande entre eles que não houvesse capacidade de gerar descendentes férteis, desse modo não haveria troca de informações genéticas entre os variados povos. Disputas entre eles e a superioridade dos sapiens durante a procura por alimentos fizeram com que os recursos ficassem escassos para as outras espécies de Homo que, aos poucos, desapareceram. 
A teoria mais aceita nos últimos anos foi a de substituição (até pra evitar ideia de superioridade de raça). Em 2010 foi concluído um trabalho de mapeamento genético dos neandertais em comparação ao mapeamento dos humanos contemporâneos. Nesse estudo foi descoberto que 1% a 4% do DNA das pessoas que vivem atualmente na Europa e Oriente Médio são DNA de neandertais. Outra pesquisa importante foi o mapeamento genético dos denisovanos, a partir disso eles viram que nos melanésios e nos aborígenes australianos modernos tem cerca de 6% do DNA denisovano. Essas pesquisas não anulam a teoria de substituição e nem dá total razão a teoria de miscigenação. Temos que entender que essa contribuição no nosso DNA atual é numa proporção muito pequena para uma fusão entre povos. Os sapiens, os neandertais e denisovanos tinham grandes diferenças, mas estavam numa linha tênue que, em casos raros, ainda conseguiam se relacionar e gerar descendentes férteis que acabaram levando esse gênese para frente. À medida que os sapiens se espalhavam pelos territórios as outras espécies humanas foram desaparecendo, seja por falta de recursos ou por disputas entre povos de espécies diferentes. Fato é que ao longo do tempo as espécies foram desaparecendo: Homo soloensis (50 mil anos atrás), Homo denisova pouco depois dos soloensis, neandertais (30 mil anos atrás), humanos da ilha de flores (12 mil anos atrás). Aos poucos os sapiens foram ficando como única espécie humana habitando na terra e assim permanecem até hoje.  

Escrito por: Raquel Simões Albuquerque

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